Liderança

Como é trabalhar com qualidade com os exemplos de lideranças que ainda temos em muitas empresas?


No modelo tradicional de comando e controle, há normalmente um fluxo de energia de baixo para cima para sustentar as hierarquias, a estrutura não é montada na confiança, mas no controle sobre as pessoas. Confiança é ilusão vendida com aprendizados de como ludibriar seus subordinados. Isso mesmo, muitas pessoas não se qualificam para administrar uma empresa, e sim para enganar as pessoas que trabalham nela.

A alta direção sempre faz sua encenação com os demais ramos da hierarquia dizendo que eles devem tomar atitudes de melhoria, porém tudo depois é barrado por ela mesma.

Não existe alta direção e gestores com responsabilidades. E sim, controle e controlados (Gestão sem chefes). É exemplo de gestão descentralizada, mas não é uma anarquia, pois não elimina todo tipo de autoridade na empresa. O modelo é uma forma de enxugar os níveis hierárquicos, mantendo apenas os cargos administrativos mais altos.

Seja qual for a denominação do cargo, nem sempre quem o ocupa tem o verdadeiro espírito de liderança. Em muitos casos, encontramos uma postura ultrapassada, um arquétipo do chefe em contraposição ao novo líder. Nesse momento, você deve estar pensando: "Socorro! Precisamos de um líder!".

Quando um chefe não é um verdadeiro líder, o primeiro reflexo está relacionado com a motivação dos colaboradores. O chefe pode conseguir resultados imediatos, mas não se sustenta no médio e longo prazo, porque falta a motivação das pessoas para colaborarem.

A falta de motivação é uma espécie de bola de neve que vai incorporando outros problemas: as pessoas acabam escondendo uma infelicidade e uma tensão silenciosa que culminam num clima ruim. Colaborador desmotivado e infeliz não tem condições de trabalhar com alta produtividade. Em geral, só está na empresa por uma questão de pura sobrevivência ou por acomodação. Por isso faz 'operação padrão' e não vê a hora de terminar o dia para ir embora, ou aqueles que sempre tem o costume de dizer: " - Eu estou aqui para fazer e não para olhar o que eu estou fazendo."

Tomar decisões sem consultar ninguém é um dos erros que podem denunciar um mau chefe. Quantos seres da gestão vemos tomar decisões que envolvem qualidade sem sequer consultar o setor da qualidade? Eles tendem a subestimar a capacidade da equipe e dos indivíduos se rotulando conhecedores do processo. Esse fator, aliado à falta de comunicação com o time e um certo distanciamento dos problemas, sempre vão gerar decisões erradas.

Existem também aquelas pessoas que acham que ser líder é mandar e fazer das pessoas verdadeiros capachos humilhando e gritando perdendo assim o respeito completo pelo ser humano e definhando os valores da classe trabalhadora e com esse comportamento acentua o aumento da violência até mesmo entre colegas de trabalho. Um líder antes de qualquer coisa deve adquirir confiança e respeito de seus subordinados, tratando com educação e respeito a cada um, se preocupando com as suas necessidades e auxiliando no que for preciso para que o grupo esteja unido e trabalhe por melhores resultados, garantindo a sobrevivência da empresa e assegurando a qualidade e confiabilidade do mercado e de seus colaboradores.

Na verdade, a qualidade nasce de uma atitude: a postura essencialmente profissional em todas as etapas do trabalho, de todas as pessoas que formam aquela organização — dos diretores, passando pelos gerentes e chegando ao corpo operacional. Além disso, existe um aspecto fundamental no seio da organização: a liderança da diretoria. Os caminhos para o crescimento podem ser vários: capacidade, talento, sorte, oportunidade, estratégia etc., mas o fator fundamental para se alcançar e manter o sucesso é o real comprometimento dos principais executivos com a qualidade – mola-mestra de toda organização que almeja mais do que a sobrevivência.

Este comprometimento na sua amplitude maior denomina-se qualidade por abranger, além da produção, os fornecedores, os parceiros e principalmente os funcionários. Não basta, portanto, à diretoria dizer-se envolvida com a qualidade, solicitando que a mantenham informada de todos trabalhos e problemas: precisa estar comprometida — e isto é bem diferente.

Comprometer-se neste caso é ser locomotiva do processo, com atitudes que não deixem dúvidas quanto aos objetivos e desafios a serem alcançados. A ausência de comprometimento da direção é facilmente percebida por todos da organização.

Você sabe quando um "líder" e gestor é incapaz de qualquer ação de melhoria quando houve deles que para melhorar algo só será possivel se trocar todos os colaboradores. Oras, e os colaboradores não são espelho de seus líderes? Com quem os colaboradores aprendem má vontade? Com quem os colaboradores aprendem a não dar importância a algo? Nesses casos, os líderes e gestores são tão incompetentes quanto seus subordinados e enquanto esses seres retrógrados estiverem na empresa, poderá trocar todos os colaboradores e o problema continuará. Enquanto não se eliminar as verdadeiras "maçãs podres", a organização irá apodrecer cada vez mais.